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Domingo, Julho 05, 2009
Casinha
- Te amo. Me ama tanto quanto eu?
- Quanto você me ama?
- Infinito.
- ...
- Hein, me ama tanto quanto eu te amo?
- Não sei, não gosto de pensar no fim.
- Mas é justamente o sem-fim!
- Só que pra pensar no sem-fim, é preciso pensar no fim primeiro.
- Ok, então te amo em círculo.
- Hahaha, eu também!
Liv.
Sábado, Junho 20, 2009
Mar, barcos e jornais
Aquele jornal me fez lembrar da minha infância. Foi um bom período, foi sim. Sem essa de dizer que é a melhor parte de nossas vidas. Tem um quê de nostálgico, é verdade, mas o intrínseco pessimismo sobre o presente do ser humano faz valorizar tudo aquilo que passou, por pior que fosse. Até morto ruim vira santo. De qualquer forma, não importa.
O que importa é que realmente foi bom. Todo final de semana íamos os cinco ao clube. Eu enchia o saco do meu pai pra ir mais cedo porque gostava de pescar de barco e, depois do Globo Rural, às vezes conseguia o que queria. Danilo por vezes nos acompanhava e dormia dentro do barco, minha mãe ia mais tarde com Carlinhos, que era pequeno demais pra navegar lá perto da Boca da Barra.
Depois, antes de voltar, um pequeno passeio pela orla de Charitas, com descida na Ilha dos Amores. Era eu quem pilotava. Dizia que quando fizesse 16 tiraria carteira de arrais amador. Depois, a lei passou pros 18. Aos 17 o barco foi vendido e, com parte do dinheiro, comprado esse computador em que escrevo.
O barco era uma lancha pequena, de 13 pés, com uma potência mixuruca, mas que fazia levantar voo caso a capota estivesse levantada. Na parte elétrica funcionava só o básico: ignição. Lanternas, buzina? Nada. E um dos sonhos infantis era passar uma noite no mar. Depois, descobri que algumas pessoas moravam em barcos!! Aquele, com certeza, passou a ser o novo sonho, embora certamente não desse no nosso barquinho, Vênus 86. De tanta enrolação, a fase mudou e acabou que o sonho foi um pouco esquecido. Já não íamos tanto assim ao clube, e quando saíamos de barco, era só com a canoa, a remo. De tanto tempo parado, o motor começou a dar problema, a bateria idem. Tanto que ficamos uma vez à deriva em frente à praia com uma gurizada achando o máximo e pedindo pra entrar no barco. Mal sabiam eles que estávamos na merda. Fomos rebocados depois de 2 horas no sol.
Mas voltando ao jornal, tinha exatamente no caderno Niterói, uma matéria sobre as pessoas que moram em barcos, além de um casal europeu que juntou dinheiro por um tempo, largou o emprego e está dando a volta ao mundo no veleiro deles há nove meses, sem data de retorno. Essa matéria despertou de novo a minha vontade de morar no mar.
Liv.
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